quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Falando dos Acadêmicos de uma Academia de Letras, Ciências, Artes e Similares.



PONTO DE VISTA
                           
  Falando dos Acadêmicos de uma Academia de Letras, Ciências, Artes e Similares.
TEXTO DE: Assenção Pessoa. (Itapecuru-Mirim, MA. 03/10/2013)

Dizem que um intelectual é uma pessoa que usa seu intelecto para estudar, refletir ou especular sobre ideias, pensamentos e fatos, de modo que esse intelecto possa servir para o bem comum.
Dizem que os acadêmicos das Academias de Letras, Ciências ou Instituições similares são verdadeiros intelectuais, por defenderem posicionamentos próprios sobre a complexidade da vida, da ciência, das letras, das artes, enfim, defendem o modo do ser humano se expressar e definir o que julga melhor para sua existência. Essa complexidade estabelece uma trajetória social dos acadêmicos, definida pelo meio social e pelo seu grupo de interesse.
Mas, como ser um intelectual acadêmico, sendo desprovida de conhecimento científico a base da sua intelectualidade?
A ideologia do intelectual, desprovida do conhecimento técnico/científico é como um mar sem peixes ou um céu sem estrelas.
Na ação de pensar a educação, por exemplo, temos na nossa história Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Paulo Freire, etc. Assim também temos pensadores na política, ciência, religião, em todos os campos do saber. E nas academias? Como tem se refletido a ação do pensar? A ação reflexiva do intelectual, portador da autoridade científica, que quando se expressa demonstra bom senso, sabedoria e status social?
Os verdadeiros acadêmicos envolvidos com seu compromisso vão além do status social. Estas relações de poder e de saber se conflitam com a vaidade, o egocentrismo e o comprometimento e a simplicidade.
Um acadêmico deve antes de qualquer coisa, está a serviço do conhecimento e engrandecimento da humanidade à sua volta. Suas ideias devem servir para que a sociedade onde estejam inseridos seja beneficiada coletivamente.
Portanto, um acadêmico não pode ser volúvel, convencido, orgulhoso que só pensem em suas próprias vaidades e nos tributos que poderá receber. Sendo assim, vejo a espiritualidade como a base mais segura para o desenvolvimento de uma personalidade acadêmica tendo em vista que a Espiritualidade é base para o desenvolvimento da Intelectualidade. Nas grandes Academias já é percebido esse comportamento de acadêmicos intelectuais. E nas recém academias de todo país? Com está se dando o seu crescimento?
 Um bom acadêmico, atuante, possui um conjunto de faculdades intelectuais, cognitivas, pelas quais as impressões tangíveis ou intangíveis, percebidas pelos seus sentidos, se tornam inteligíveis. Essas faculdades desenvolvidas os qualificam ou capacitam a perceber interpretar, analisar, compreender, aprender e penetrar com mais agudeza e perspicácia em investigações, posicionamento e ideais, respeitando o pensamento, o sentimento e o conhecimento do outro. Na academia todos são iguais e ao mesmo tempo, singular, o que os tornam únicos e especiais, mas nunca acima ou melhor que o outro.
A capacidade de ser acadêmico deve ser entendida como o desenvolvimento do espírito para a compreensão universalizada do todo. Sendo assim, promover e sustentar pela maestria da espiritualidade a sua intelectualidade.  Um verdadeiro acadêmico deve, sobretudo, trabalhar pelo crescimento de sua instituição, participar de suas atividades de alguma forma, envolver-se e conduzir a capacidade criativa do grupo, colaborando com seu ponto de vista e sua capacidade de perceber o crescimento social, cultural, científico e artístico de sua comunidade em foco. A academia é auto sustentada pela participação coletiva do grupo de intelecto a qual fazem parte.
Não devemos confundir o acadêmico de uma academia de letras, ciências, artes, ou instituições similares com academismo, ou seja, o aprendizado das áreas do conhecimento individualizado que tão bem as instituições de ensino nos impõem. Nem mesmo com o aprendizado através da via autodidata. Nesse ponto, para desenvolver a atividade acadêmica dentro das academias deve ser levado em consideração a inteligência individual e coletiva dentro do grupo, respeitando, as capacidades e as limitações dos nossos confrades e confreiras.
O belo e a beleza dos comportamentos dos acadêmicos estão em suas ações firmes e respeitosas para com o companheiro ou companheira. Portanto, todo acadêmico deve está de acordo com a base da espiritualidade e dela brotarem a sua intelectualidade. A espiritualidade é base que preenche a sensibilidade, o bom senso, e a sabedoria. Dá vida e significado à intelectualidade. A espiritualidade ilumina a intelectualidade, permitindo aos acadêmicos uma compreensão clara de irmandade, união, cumplicidade e lealdade. Ter conhecimento nem sempre vem acompanhado dessas bases. Mas, é necessário buscá-las se queremos ser um verdadeiro acadêmico.
Um acadêmico é um homem valoroso, desde que dê valor à vida e ao direito de expressão nas mais diversas fontes do saber através das ciências humanas, da natureza, das letras, das artes e da teologia. O acadêmico deve respeitar seu grupo e atuar com convicção da sua função, dentro da instituição a qual faça parte. Além de cumprir os regulamentos, devem acima de tudo, compreender porque está ali, ocupando uma cadeira, defendendo um patrono.
Devem compreender sua relevante função social/acadêmica frente aos serviços prestados por esta instituição. Devem valorizar pessoas, ideias, conhecimentos e desprezar picuinhas, guerra de valores e baixa estima.  Compreender que nem sempre as suas ideias serão aceitas, mas que não é por esta razão que se deve sair da intelectualidade e parti para as agressões morais e palavreados que diminuem o suposto opositor dessas ideias, provocando descrédito na “casa” a qual fazemos parte provocando uma situação desconfortável diante dos colegas. Também não deve ser motivo para afastar-se dos seus compromissos como acadêmicos, deixando de se interessar pelas reuniões, atividades e projetos dentro da academia. As academias precisam de pessoas com perseverança, poder de diálogo e alto conhecimento crítico que seja capaz de conviver com as diferenças ali existentes e promover o engrandecimento individual e coletivo.
As Academias precisam crescer de dentro para fora. Ou seja, se estruturar com uma base sólida e a parti daí mostrar para a sociedade trabalhos significativos e interessantes para sua clientela. Sejamos, portanto verdadeiros acadêmicos das Academias de Letras, Ciências, Artes e Instituições similares.

Principais atitudes e comportamentos dos bons acadêmicos
É importante que um acadêmico, procure estar sempre preparado para o trabalho na academia.  Portanto, a seguir vou discorrer sobre algumas das características que entendo servir também para os bons profissionais de uma academia:

  •  Preparado para mudanças

 As academias buscam por acadêmicos preparados para o mundo moderno. As tecnologias, as relações de convivência, os valores e o modo encontrar soluções para os problemas mudou, enfim tudo mudou significativamente nos últimos anos e continuarão mudando. Portanto temos de acompanhar o ritmo das mudanças. Os acadêmicos não podem fazer as mesmas coisas e do mesmo modo durante toda a vida, pois correm o risco de ficarem obsoletos. 

  •  Competência

Competência é uma palavra de senso comum, utilizada para designar uma pessoa capaz de realizar alguma coisa. Diplomas servirão para dar referencial ao profissional ou até mesmo para enfeitar a parede da sua sala, mas a competência é o fator chave que atrelada à diplomação lhe dará subsídios profissionais para ser bem sucedido. Por isso podemos afirmar categoricamente que a competência não é composta pelo diploma por si só, apesar de que ele contribui para a composição da competência. 

  • Espírito empreendedor

As academias com visão moderna, bem como, seus colaboradores ou parceiros precisam ter uma visão empreendedora. Isso significa que os seus membros devem perceber possibilidade de maiores contribuições da organização, garantindo assim o comprometimento da equipe na busca de resultados positivos e relevantes. 


  • Equilíbrio emocional

De modo simples, o equilíbrio emocional é o preparo psicológico para superar adequadamente as adversidades que surgirão na instituição e fora dela. É necessário que tenhamos equilíbrio emocional, pois não importa quais problemas tenhamos de caráter pessoal, no trabalho, enfim, as demais pessoas como um todo não tem culpa deles e não podemos descarregar esses problemas neles. Quando falamos em equilíbrio emocional é importante avaliar também as situações adversas pelas quais todos os acadêmicos passam. É justamente aí que surge o momento da verdade: mostrar que se tem equilíbrio emocional. Aprender a ser e a conviver é o ponto central do indivíduo.

  •  Marketing Pessoal

O marketing pessoal pode ser definido como o conjunto de fatores e atitudes que transmitem uma imagem da pessoa. Dentre esses fatores, se incluem vestimentas, comportamentos pessoais, o modo de falar e a postura de profissional diante dos demais membros, dentro ou fora da instituição.  Os acadêmicos representam a “cara” da academia, portanto é interessante que valorize seu marketing e venda sua imagem da melhor forma possível. Mas não queira demonstrar o que não o é de fato. Tenha uma personalidade própria, simplificando: seja você mesmo.

Comportamentos que devem ser evitados. Isso vale para qualquer ambiente:


Aquele que fala demais:
 Já viu aqueles profissionais que são os primeiros a propagar as notícias ou as “fofocas” dentro da empresa? Costumo chamar tais profissionais de locutores da “rádio peão”. Recebem uma informação, sequer sabem se são confiáveis, mas passam adiante e o que é pior, incluindo informações que sequer existiam inicialmente, alterando totalmente a informação recebida. Cuidado para não ser um destes. 
           
                       Aquele que fala mal dos outros:
Aos profissionais, quando há profissionalismo, evitam falar sobre seus colegas de trabalho, longe destes é claro, aquilo que com certeza não seriam capazes de falar na frente deles. Por isso, a regra é: Se você não tem coragem de falar algo na frente do seu colega, nunca fale pelas suas costas. 


Aquele que vive mal-humorado: Como está seu humor hoje?
           Esses são, sem dúvida, uns dos mais evitados. Existe algo pior do que conviver com quem vive reclamando da vida ou que vive de mau humor? Pessoas de “mal com a vida”, repelem as outras pessoas de perto delas. Ninguém tem a obrigação de estar sorrindo todos os dias, mas isso não significa que temos o direito de estar sempre de mau humor.  


Aquele que não respeita os demais:
 O respeito é fundamental para o convívio em grupo. Somente quando aprendemos a respeitar as ideias é que crescemos com o grupo.


 Aquele que é egoísta
O egoísmo é algo difundido nas empresas até mesmo porque a competitividade interna é muito grande. Pensar somente em si mesmo o tempo todo não é a melhor alternativa para o profissional. Em uma academia o que deve prevalecer é o coletivo e a coletividade. “A união faz a força”. Unidos somos vencedores, separados... vencidos.


Aqueles que são inflexíveis:
 Já observou aqueles profissionais que são os únicos que se acham certos? Pois bem, isso é um grande problema para a convivência em grupo. É importante que todos nós tenhamos em mente que não estamos certos o tempo todo e nem tampouco precisamos fazer valer perante os outros as nossas próprias ideias a todo o momento. 
As qualificações profissionais, os comportamentos e as atitudes dos bons acadêmicos são muito importantes nesse contexto para uma nova academia, aberta a mudanças. Sempre quem procura o auto-aprimoramento estará mais bem preparado para tornarem-se excelentes membros de qualquer instituição social. Espero que este texto possa servir para o crescimento e engrandecimento das novas academias de Ciências, Letras, Artes e Instituições Similares que todos os dias são fundadas por este Brasil a fora. 


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