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Mostrando postagens de abril, 2020
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O pássaro das montanhas se despede como um colibri Em pouco tempo, vi o homem firme se entregar ao inimigo mais cruel. Um inimigo invisível sem dó nem piedade. Era numa manhã fria, cálida que a dor lhe atormenta e lhe cala a alma. Era o dia 27, o mês? Abril. E, numa Segunda de feira não tão ávida. Uma feira sem pão. Sua boca silencia. Seus olhos já sem vida não brilham mais. Frígido, álgido como o corpo que não mais responde o pulsar do coração. E, assim, o bom filho, o irmão, o tio, o cunhado, o amigo, o companheiro, o padrinho, o paizão sem nunca ter tido um filho, o nosso pai de coração sem se despedir vai embora. O tempo... o pouco tempo não lhe permitiu. As despedidas ficaram presas na emoção e na dor da partida.   E agora o que dizer do Alfredinho? Já sem fronteiras, vai-se embora... já não voa o passarinho. Suas asas já não batem. Foi-se embora o Alfredinho! Na manhã mais sombria e nua, o Alfredo sereno adormece. O homem que livre viveu, aprision...