terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

ITAPECURU-MIRIM PASSA POR GRANDES DIFICULDADES





 Texto de Assenção Pessoa


                                                     Foto aleatória - Estação de trem atualmente

DIFICULDADES PARA FIXAÇÃO DOS COLONIZADORES NA TERRA

Pelos arquivos e pesquisas, as principais dificuldades encontradas pelos colonizadores para conquista, dominação e fixação nas Terras situadas as margens do Itapecuru, chamadas de Ribeira do Itapecuru, entre as quais, se encontravam o sítio onde hoje se localiza a cidade de Itapecuru-Mirim, foram:

Ø   Sucessivos ataques pelos indígenas;

Ø   Desinteresse dos dirigentes das Capitanias Subsidiárias do Itapecuru, pertencente à Coroa Portuguesa;

Ø  Incerteza e medo da população para fixar moradia, devido a ataques violentos dos índios, tendo em vista a não dominação desses tipos indígenas;

Ø  Uma grande epidemia de varíola em 1788, que reduziu a população do Estado e principalmente da Ribeira do Itapecuru;

Ø  As grandes enchentes do rio em 1788, inundando campos e povoações, numa extensão de duas léguas, o equivalente a 12 km, expulsando os moradores e destruindo habitações;

Ø   O alto preço dos escravos e as constantes execuções dos mesmos;

Ø O preço do algodão devido sua inadequação com a moeda vigente;

Ø A forma de cobrança dos dízimos, que era da produção já beneficiada (industrializada) e que era o principal suporte para a própria colonização concentrada.





                                                       Pç da Cruz atualmente.
 
PRIMEIRA REFERÊNCIA HISTÓRICA SOBRE A POVOAÇÃO DE ITAPECURU-MIRIM

Com o passar dos anos, os colonos foram deixando o núcleo Arraial/ Feira e mudou-se para a margem do rio Itapecuru (Ribeira), onde fundaram um núcleo e que deu origem à cidade de Itapecuru-Mirim.

A primeira referência histórica sobre Itapecuru-Mirim, que se tem registro data de 25 de agosto de 1768, para a formação desta nova localidade. Foi quando o Rei de Portugal, D. José comunicou ao Governador do Maranhão que tinha recebido dos moradores da Ribeira do Itapecuru, pedido para expedir um alvará de confirmação da vila, datado de 12 de setembro de 1767, o qual dizia ter sido a mesma fundada, por ordem régia, pelo Desembargador Manoel Sarmento. 

D. José, nessa comunicação ordenava ao Governador do Maranhão Joaquim de Melo Povoas que procurasse o então Procurador da Fazenda e do Ouvidor. Ouvisse seu parecer e depois lhe enviasse um documento onde citava a autorização para e criação da Vila de Itapecuru-Mirim.

Sobre este fato histórico, Segundo César Marcos, em seu “Dicionário Geográfico e Histórico do Maranhão” e Marques,1970, p 413, fazem a seguinte transcrição:

“Em 25 de agosto de 1768, El-Rei D. José fez saber ao Governador do Maranhão que os moradores da Ribeira do Itapecuru-Mirim lhe pediram em 12 de setembro de1767, o Alvará de Confirmação da Vila que ali fundara por Ordem Régia, o Desembargador Manoel Sarmento. E das Terras e privilégios concedidos nessa ocasião, ordenava que ouvido o parecer do Procurador da Fazenda, e do Ouvidor, por escrito lhe enviasse a ordem de tal criação”.

Em cumprimento às ordens do Rei, o Governador, em 06 de agosto de 1769 informou que “nunca houvera ordem de Sua Majestade para criar aquela vila, porém faço saber ao Rei a importância dessa Criação. Por ser a Ribeira do Itapecuru bem povoada e com moradores capazes de ocupar cargos públicos, exigidos por esta Coroa”. 

(Sem andamento, a criação da vila ficou por quase 50 anos no esquecimento).



Nenhum comentário:

Postar um comentário