terça-feira, 17 de março de 2026

ESPAÇO FEMININO - QUADRO DE PATRONAS DA ACADEMIA ITAPECURUENSE DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES - AICLA

 

ESPAÇO FEMININO – QUADRO DE PATRONAS DA ACADEMIA ITAPECURUENSE DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES - AICLA

(De 40 cadeiras – apenas 6 mulheres representam o quadro de Patronas.)

 Resumo textual e poemas por Assenção Pessoa


CADEIRA Nº 01 – MARIANA GONÇALVES DA LUZ (1871-1960)

 


Uma das figuras mais expressivas na literatura maranhense, do final do século XIX e da primeira metade do século XX. Foi professora, poeta, teatróloga, musicista, oradora, dramaturga, artista plástica e escritora.

 Lutava contra as regras de uma sociedade preconceituosa; pioneira em trabalhos artísticos e artesanais, fundação de escolas, teatro, participação de grêmios literários; e se projetar como poetisa, obtendo o respeito e a admiração em toda uma classe literária da época.

Mariana Luz, no início, usava o pseudônimo de homem, “Hector Moret”.

Único título organizado artesanalmente - “Murmúrios” (2ª ed 1990 - SIOGE, por Benedito Buzar - SECULT);

Membra da Academia Maranhense de Letras (24 de julho de 1948), a segunda mulher a ter assento naquela secular instituição literária, como fundadora da cadeira 32, tendo por patrono o poeta caxiense Vespasiano Ramos.

 

 CADEIRA Nº 07 MARIA DAS DORES CARDOSO (1937 - 1994)

 


Filha de Raimundo Cardoso e Antônia Meireles Cardoso.
Foi professora de história e educação física no Ginásio Bandeirante de Itapecuru Mirim, no CEMA (professor Raimundo Nonato Ferraz).

Devido a seu trabalho rigoroso e muito responsável Maria das Dores foi nomeada diretora do Grupo Escolar Gomes de Sousa, onde ficou até sua aposentadoria, Residia na rua do Sol, Centro (sua casa ainda se encontra de pé).

Era uma pessoa muito reservada, mas tranquila. Os alunos a respeitavam e lhe admiravam por ser uma mulher que se atreveu a dar aulas de educação física (uma atividade exclusiva de homens)

 

CADEIRA Nº 08 - GRACIETE DE JESUS CASSAS E SILVA (1931 – 1999)

 


A mãe de 3 filhos biológicos e inúmeros adquiridos, tinha o Cartório do 2º Ofício, onde foi escrivã. Realizou muitos casamentos (inclusive o meu)

Graciete Cassas se destacou:

ü No trabalho social: ajudava na harmonia dos lares; os necessitados. Qualquer pedinte que batesse em sua casa, ela atendia, qualquer hora.

ü Como parteira leiga: além dos partos normais, também socorria mulheres carentes.

ü Considerada “mãe da caridade”, mãe dos pobres”.

ü Grande contribuição na cultura: foi patronesse e uma das maiores incentivadoras da Festa do Arroz, nos anos 70 e 80.

ü Na política, embora nunca chegasse ao cargo de prefeita: candidatou-se 2 vezes, sem obter êxito.

Tinha uma característica marcante em sua vida, o bom humor. Recebia todos com um sorriso ou uma brincadeira. Nunca teve um inimigo, mesmo os adversários políticos eram acolhidos e bem vindos em sua casa.

 

 CADEIRA Nº 23 - MARIA JOSÉ LOPES – MARIA JOSÉ PRETA (1917 - 2007)



Filha de José Veríssimo Martins e Paula Maria Lopes.

Filha de pai lavrador e vaqueiro e mãe doméstica

Alfabetizada pela mãe, chegou a morar com uma família em São Luís/MA retornando aos 15 anos para sua comunidade, Campo de Pombinhas.

Religiosa, fez parte do apostolado Sagrado Coração de Jesus, de São José, Filha de Maria, Nossa Senhora das Dores e Legião de Maria, da qual foi uma das fundadoras.

Foi professora Alfabetizadora da comunidade, criando a Escola São José.

Aprendeu as tarefas domésticas e a costurar uma de suas fontes de renda.

Em 1968, (aos 25 anos de idade) trabalhou na Prefeitura Municipal, Escola Professor Luís Bandeira, atual Unidade Escolar João da Silva Rodrigues, até quando se aposentou.

Maria José Lopes deixou um legado extraordinário na educação de Itapecuru Mirim e na paróquia Nossa Senhora das Dores


CADEIRA Nº 24 - MARIA DA GLÓRIA BADEIRA DE MELO - LILI BANDEIRA (1907 - 1974)

 


Lili foi criada por sua tia e madrinha, Maria Regina Bandeira de Melo.

Estudou com professores de Itapecuru Mirim, sendo que grande parte dos conhecimentos foram absorvidos por esforço próprio nas leituras de bons livros que foi adquirindo ao longo da vida. Ela interessou-se pelos estudos da língua Portuguesa, Francesa, Castelhana e Latina, etc. Demostrava muito conhecimento das Sagradas Escrituras e possuía nível espiritual elevado. Relacionou 839 livros lidos.

 Professora, poeta, Lili Bandeira, organizava encontros culturais, as tertúlias literárias, onde os convidados se apresentavam no piano ou violão, canto, dança, declamando monólogos teatrais dramáticos, comédias, peças infantis e pastorais. Foi uma grande incentivadora da cultura itapecuruense.

 Além de escritora, Lili Bandeira foi Charadista, Caricaturista, Criou a escola de alfabetização “São José”, Ensinava artesanato e bordados, Possuía habilidades de cartomancia astrológica, Se atrevia em cantos na língua francesa e castelhana e latina, a exemplo, nas grandes partituras da liturgia católica tais como; ladainhas, missas e em cantos como “Ave Maria” de GUNOT.

 

28 - ENÓI SIMÃO NOGUEIRA DA CRUZ - Maria de Queiroz – nome literário

(1908 – 1969)

 


Filha do libanês Paulo Antônio Simão com a descendente de portugueses Celina Rodrigues Simão. Jornalista, cronista e poeta, Enói colaborou com vários jornais locais.

 Adotou o pseudônimo “Márcia de Queiroz” para proteger-se do preconceito a exemplo de Mariana Luz. Intelectual politizada, transmitiu aos filhos sua paixão pelas artes e seu interesse pelas causas sociais. Os seus poemas foram publicados com regularidade no jornal Trabalhista, do jornalista João Rodrigues, de Itapecuru Mirim. Recebeu menção Honrosa pelo Prêmio Cidade de São Luís, em 1957.

Segundo Arlete Nogueira, uma de suas filhas, também escritora: “Suas crônicas refletiam sobre o cotidiano da cidade e sua poesia, predominantemente de sonetos parnasianos, desvelava a alma romântica, delicada e insatisfeita de quem tinha inerente, o zelo técnico sobre a prosa e o verso, próprios do parnasianismo”.


Vamos agora falar dessas ilustres em forma de poesia, uma maneira de homenagear essas  mulheres que fizeram a diferença na sociedade de Itapecuru Mirim/MA.

Nesse mês de Março, o mês de homenagens às mulheres e reflexão sobre o posicionamento da voz feminina, nada melhor que falar delas em forma de poesia.


Cadeira de nº 1


Cadeira de Nº 7



Cadeira de Nº 8




Cadeira de nº 23



Cadeira de nº 24


Cadeira de nº 28



 


Esse resumo e esses poemas foram apresentados no 1º Sarau da AICLA em parceira com a Secretaria Municipal da Mulher, dia 11 de março. Um evento alusivo ao dia da Mulher Maranhense.



REFERÊNCIAS:

Dados extraídos do site da academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes - AICLA



Assenção Pessoa é professora, escritora, como formação acadêmica em Biologia, especialista em Gestão, Planejamento e Supervisão Escolar.


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